sábado, 9 de julho de 2011

Filosofar para compreender o HOMUS

Antes mesmo de a Antropologia ser um estudo independente, os filósofos já se preocupavam em saber quem era o homem, qual a sua posição nesse mundo e o que lhe fazia diferente dos animais.

Foram os Sofistas, filósofos pré-socrático, que deslocaram o interesse da Filosofia da natureza para o homem. Desde de o principio do filosofar humano (independente da filosofia em si, já que reparamos esse interesse também nas religiões antiqüíssimas), o homem percebeu que mais complexo do que o lhe cerca é si próprio.

São muitos os temas que nesses longos séculos encheram as mentes sedentas por respostas: a corporeidade humana, a existência da alma, a origem do homem, seu fim último, entre outros.

Correntes materialistas defenderam a visão do homem máquina, pensadores iluministas acreditaram na igualdade, liberdade e fraternidade humana. Alguns gritaram a importância e preciosidade do corpo, elegendo o pudor como arma de defesa. Outros afirmaram a existência da alma, condenando as ações que podem fazê-la perecer e identificando nela a ponte para o transcendente. Em sua maioria, os defensores de tais teses abraçavam suas hipóteses sem ter tempo de olhar ao lado...

A modernidade, talvez cansada de teses, transgrediu todas as regras. Depois de tanto se abraçar em aspectos optou por desacreditar de todos... A onda materialista nos fez desejar demais, até sermos consumidos por novos vírus e novas doenças psíquicas. A onda espiritualista fez surgir diversas seitas que tiraram os pés dos homens do chão e algumas resultaram em suicídios coletivos. A revolução por ideais “iluministas” parece não ter conseguido atingir mais do que a minoria abonada, muitos ainda continuam diferentes, presos e exilados...

Contudo, depois da experiência milenar, a humanidade parece olhar para si própria, para cada individuo, como um ser holístico. Não menosprezando a complexidade humana, mas as hipóteses teorizadas nos parecem hoje parte do todo, ao menos a parte já descoberta. O homem é tudo isso: corpo, alma, partes que montam um complexo inteiro, é igualdade, necessita da fraternidade e por excelência é livre. Não há duvidas de que todo o Globo terrestre ainda não compreendeu isso e o homem ainda é olhado por um aspecto em diversas partes do mundo. Principalmente se formos considerar as diferentes culturas que influenciam na formação cada individuo. Mas, é importante acreditar em uma poderosa arma que deve ser comunicada nesse mundo globalizado: a tolerância. E se o estudo, a intelectualização da natureza, não for para uma vida melhor então não vale de nada.

IMAGEM:  Homem Vitruviano - Leonardo da Vinci, 1490
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segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Heróis semeiam a geração do futuro

A história produziu para nós diversos heróis, pessoas humanas como nós que por suas atitudes ou coragem marcou um grupo, se tornando deuses de suas histórias...

O mundo mudou, os hábitos mudaram e também a concepção de gente que faz a diferença. Hoje nossa geração toma como referência às “figurinhas carimbadas” pela mídia, que invadem nossas casas de todos os modos possíveis. Já não interessa a ação exercida, o que antes fazia a diferença, o importante hoje são os holofotes, as revistas de fofoca, enfim o famigerado: 15 minutos de fama!

Não faz tanto tempo que conclui o ensino médio... Recordo-me que os alunos protestavam contra as aulas de história. De que me interessa saber sobre quem já passou? Entendo que muitas delas estão maquiadas em nossos livros, mas não podemos negar que havia ideais... Quais os ideais dos heróis de hoje? Lançar bonecos com seus nomes?

Nos perdemos no cotidiano, no entanto, porque seguir falsos deuses, pessoas que não são referenciais de uma vida melhor?
Talvez as pessoas escolham sem pensar, imitam sem comparar. Uma forma de mitificar o outro e esquecer a própria existência, uma preguiça de planejar a própria vida, de lutar por ser quem se deseja...

Ninguém lhes falou sobre sonhos e desejos que vão alem das futilidades, ou estabeleceu conversas que falassem mais do que querem as mídias de massa.

Não me excluo dessa turma de olhos embaçados e horizonte pequeno, talvez a única diferença seja que algo me incomoda no estômago...

IMAGEM:
O Semeador, Van Gogh
http://amador.blogs.sapo.pt/arquivo/semeador.jpg